Se tem uma coisa que me irrita em livro ruim, é vilão raso. Sabe aquele malvadão que é mau "porque sim"? Sem motivo, sem passado, sem dor? Eu não consigo escrever assim e nem gosto de ler assim.
Porque a verdade é essa: todo vilão é o herói da própria história. E se ele não acredita nisso, o leitor também não vai acreditar nele.
Foi pensando nisso que eu criei a minha Ficha de Vilão de 3 páginas, companheira da Ficha de Personagem que vocês já conhecem.
Por que um vilão precisa de ficha própria?
Porque vilão não é "personagem ao contrário". O protagonista a gente constrói pelo sonho. O vilão, pela ferida. Na ficha normal perguntamos "qual o maior desejo?". Na de vilão perguntamos "qual foi a traição que ele nunca perdoou?". O vilão nasce de algo que quebrou dentro dele.
O que tem na ficha
Página 1 — Identidade sombria e origem do mal: nome verdadeiro, codinome temido, idade, ocupação ou poder, aparência marcante, passado, o evento que o transformou, a ferida que nunca cicatrizou e o ponto fraco secreto.
Página 2 — Motivação e máscara: o que ele quer de verdade (poder, vingança, amor, reconhecimento), o plano maligno etapa por etapa, como se mostra em público versus como é quando ninguém vê, os métodos (manipula, ameaça, seduz?) e aquela frase cruel que só ele diria.
Página 3 — Conflito e queda: por que odeia o protagonista, o que o herói tem que ele inveja, existe redenção ou ele vai cair até o fim, como será derrotado, mais espaço para cenas cruéis, diálogos e inspirações.
O segredo dos grandes vilões
Os inesquecíveis têm três coisas: uma dor verdadeira, um desejo que a gente entende (mesmo condenando) e um charme perigoso. Essa ficha foi feita para você achar as três no seu antagonista.
Onde encontrar
Disponível no meu Buy Me a Coffee por apenas ** $2 dolares (cerca de R$ 10,88)**. O link está na bio do Instagram @bfhasckeloficial e aqui no site.
Um desafio:
Preenche e me conta: você ainda o odeia ou começou a entendê-lo? Me marca ou escreve para contato.bfhasckel@gmail.com. Quero conhecer os monstros que vocês vão criar!
Com carinho (e um toque de maldade), B.F. Hasckel — Morena Legalmente Escritora